CONSEQUÊNCIAS DO TRÁFICO DE ANIMAIS

O tráfico de animais silvestres é uma atividade ilegal, com multa e prisão previstas para quem se envolve com esse crime (seja capturando bichos, transportando, vendendo e até os mantendo em cativeiro doméstico sem autorização). Mas as consequências dessa atividade vão além das sanções previstas na Lei de Crimes Ambientais.

Três grandes grupos de problemas estão relacionados ao tráfico de animais silvestres: o ambiental, a crueldade e o de saúde pública.

Filhotes de papagaio-verdadeiro
apreendidos com traficantes
Filhotes de papagaio-verdadeiro
apreendidos com traficantes
Foto: SOS Fauna

 

 

Ambiental:

todo animal tem funções ecológicas a cumprir em seu ecossistema. A retirada constante de bichos de uma mesma espécie pode levar a extinções locais ou totais, além de afetar outras espécies (inclusive da flora) com que ela se relaciona - seja por predar ou ser predada, por disseminar sementes, polinizar, etc. A redução das populações de animais de uma espécie também é um fator favorável à extinção pelo fato de facilitar o cruzamento entre parentes, o que empobrece a diversidade genética e dificulta a adaptação dos bichos às mudanças ambientais.

 

 

 

 

Crueldade:

os traficantes de fauna são responsáveis por um leque de ações cruéis para garantir seus lucros. Animais são dopados, machucados na coleta ou captura, transportados amontoados em pequenos espaços, sem ventilação, alimentação ou água. O estresse é intenso, causando queda de imunidade. Lesões e mortes também ocorrem com frequência. 

 

 

Pequenas aves amontoadas e
machucadas durante o tráfico
Pequenas aves amontoadas e
machucadas durante o tráfico
Foto: SOS Fauna
Macacos-prego podem transmitir doenças
como tuberculose, hepatite e raiva
Macacos-prego podem transmitir doenças
como tuberculose, hepatite e raiva
Fotos: Rodrigo Ian T. Branco

 

Saúde pública: 

o comércio ilegal de animais está intimamente envolvido com a disseminação de zoonoses (doenças transmitidas pelos animais aos humanos). Mais de 180 zoonoses já foram identificadas, valendo destacar:

‣ tuberculose: transmissão comum por primatas;
‣ raiva: os casos mais comuns envolvem a transmissão por cães e gatos, mas a contaminação pode ocorrer pelo contato com, por exemplo, saguis (muito traficados), bugios, macacos-prego, macacos-aranha e morcegos. O vírus da raiva passa por mordias ou quando alguma ferida em nossa pele entra em contato com a saliva do animal doente. Raiva praticamente não tem cura e mata;
‣ leptospirose: transmitida por mamíferos;
‣ psitacose: transmitida por aves, incluindo papagaios e araras (bastante traficados); 
‣ salmonelose: talvez seja a zoonose mais difundida no mundo. É muito transmitida por aves, mamíferos e répteis, como jabutis e iguanas;
‣ toxoplasmose: quando em cativeiro, animais como primatas e felinos podem sofrer de uma redução de suas defesas naturais, fazendo surgir a doença e facilitar a transmissão para humanos.

Então, lembre-se:  quando você compra ou captura animais silvestres para criá-los como bichos de estimação, além de poder ser multado e preso, você contribui para o desequilíbrio ambiental e com a prática de crueldade contra os bichos e está colocando em risco a sua saúde, a da sua família e de seus amigos.

 

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Denuncie

O combate ao tráfico de animais silvestres é responsabilidade de todos nós e não apenas dos órgãos de fiscalização do poder público. Toda a sociedade tem de se envolver nessa luta! Sua omissão contribui para que animais continuem sendo vítimas dos traficantes. Saiba como denunciar e o que você pode fazer para ajudar.

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